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18 de Agosto de 2019

O bom Advogado escreve "Direito", é o mínimo para quem fez Direito!

Quem nunca praticou gafe em seus escritos que atire a primeira pedra!

Todavia se você for um Aurélio Buarque de Holanda Ferreira (Autor do Dicionário Aurélio), um Antônio Houaiss (do Dicionário Houaiss), um Machado de Assis, Rui Barbosa, Euclides da Cunha, Fernando Pessoa, Padre Antônio Vieira, Eça de Queiroz, Luiz de Camões ou qualquer outro dos poucos nomes consagrados pela “língua Portuguesa” - que me perdoe e “atire a primeira pedra”, eu aguento, coisa que duvido pois, infelizmente, todos já são falecidos, inclusive os dois dicionaristas citados no início do parágrafo.

Mesmo que não chegue perto da sapiência dos nomes citados, procure pesquisar antes de finalizar um artigo, texto, peça ou redação. Felizmente hoje estamos super bem “amparados” (na Era da Informação); imagine se vivêssemos na época de Luiz de Camões, Padre Antônio Vieira e até na do Rui Barbosa que é de um passado próximo – todavia não existia internet, muito menos dicionário online do Antônio Houaiss, ou o VOLP (este, da Academia Brasileira, com cerca de 381.000 verbetes) que pudesse ser consultado a todo momento.

Escrever hoje é bem mais fácil que há 30 anos. Imagine que eu, um dia, tive o “privilégio” de aprender datilografia (coisa do século passado - pior que é verdade).

Penso que o trabalho de uma secretária datilógrafa (hoje), teria que ser considerado insalubre. A Lei deveria ampará-la com o direito de trabalhar apenas 20 horas semanais e incluí-la no rol dos que se aposentam com menos tempo de serviço (aposentadoria especial).

- Eita “trabalhinho” duro era apertar aquelas teclas; seguramente em 10 anos de labôr estaríamos com “L. E. R” em último grau!

Agora pense que você é um escritor ou Advogado, vive em 1970, tem que escrever sem apoio da internet e “digita” (digo, datilografa) em uma máquina dura, pesada e relativamente lenta em se comparando com o moderno leptop ou notebook do ano de 2015, que possui. - Pois é, vida dura, difícil não é? É por isso que devemos “tirar o chapéu” para os poetas e escritores que citei no início.

Hoje, com tanta facilidade e “motores de correção”, ainda cometemos erros considerados grosseiros de gramática e concordãncia, imagine se vivêssemos na “Era da Pena ou Datilografia”? Antonio Houaiss e Rui Barbosa não conseguiriam, sequer, “passar os olhos” num texto nosso (vergonha total)!

Passo a transcrever alguns exemplos a NÃO COMETER quando estiver escrevendo redações para Concurso, Vestibular, Exame da Ordem, Peça Prática ou qualquer outro texto que venha ser avaliado – na verdade, há que se escrever corretamente e de forma diária, só assim nos sentiremos confortáveis quando formos redigir algo que será avaliado.

A seguir algumas frases, trechos de textos que devem, precisam ser evitados, se não forem, correremos o risco de ter uma nota bastante diminuída em relação a nossos concorrentes, e isso certamente ninguém quer, não é?

(MIM) “Para mim escolher, necessito de tempo”, o certo seria: “Para eu escolher…”, PARA MIM só funcionará quando for objeto indireto, ex.: “Traga esta colher para mim”!

(ENTRE MIM E TI ou ENTRE MIM E VOCÊ), nada de sair por aí falando “entre eu e você”!

(VERBO HAVER) Em sentido de tempo decorrido não se necessita acrescentar “atrás” a nenhuma frase. Exemplo do que não deve ser feito: “Há muito tempo atrás, comprei um fusca”; o certo seria: “Há muito tempo, comprei um fusca”!

(VERBO HAVER e VERBO FAZER TEM O MESMO RACIOCÍNIO), É impessoal e portanto fica no singular: Ex.: “houve muitas passeatas”, “Havia pessoas por todo lado”, “Há tempos que não te via”; “Faz cem anos…” e NÃO, “Fazem cem anos…”;

(AONDE NO LUGAR DE ONDE). Exemplo de erro: “Aonde você mora”, “Aonde fica sua casa”?, pois AONDE dá ideia de movimento e só deve ser utilizado desta forma: “Aonde iremos agora”; já ONDE fica bem e é correto quando aplicado assim: “Onde você mora”;

(NÃO REPETIR MUITAS PALAVRAS E IDEIAS - pleonasmo);

(ATRAVÉS e POR MEIO) Ex.: do uso correto de através: “Vejo uma bela mulher através da fresta na janela”, ou “Através de uma lente de aumento te vejo como eres”, o sentido aqui visualizado dá ideia de ATRAVESSAR, se for outra use POR MEIO, que só assim ficará correto. Ex.: “É por meio desta carta que saberás quem sou”; “Fulano de tal vem por meio desta….”. (é aqui que muitos Advogados pecam na escrita da língua);

(IDEIAS) Hoje, após oAcordo Ortograficoo (que, finalmente, passará a vigorar em 2016) nossas IDEIAS deixaram de ter aquela “lâmpadazinha” que tinha antes - tornou-se meio sem graça com a retirada do acento agudo no É;

(DESSE, DESTE e ESSE e ESTE, questão aqui é referencial de espaço e tempo): Já se referiu a algo em parágrafos anteriores, até mesmo no parágrafo em que está, todavia já foi falado, escreva (ESSE), por outro lado se ainda vai se referir escreva (ESTE); no mesmo sentido se utilize do (DESSE e DESTE), veja abaixo exemplos:

Exemplos DESTE:

· Venha aqui e coloque tudo dentro deste recipiente.

· Eu ainda estou falando sobre isso, porque eu ainda não me cansei deste assunto.

Desse é usado quando o que está a ser demonstrado é relativo, pertencente ou está espacialmente próximo da pessoa a quem se fala, longe da pessoa que fala. Também é usado quando o que foi referido está num tempo passado em relação à pessoa que fala, ou seja, que já foi mencionado no discurso.

Exemplos DESSE:

· Por favor, quanto custa o aluguel desse escritório?

· Antes de se ir embora, coloque tudo dentro desse recipiente que está perto de você.

· Ontem falei muito sobre isso com você, mas já estou cansada desse assunto!

· No mês passado? Em que dia desse mês?

Para encerrar, deixando o texto mais leve, postaremos a foto do trecho de uma Petição que nunca deverá ser repetido. Primeiro porque explicações não são dadas via inicial e segundo porque culpar os outros de morosidade e incompetência é no mínimo falta de ética, ainda mais quando essa pessoa, na época dos fatos, era apenas a estagiária!

O bom Advogado escreve DIREITO o mnimo para quem fez DIREITO

É por isso que muitos dizem, a brincar ou não, que “a culpa é do estagiário”!

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Autoria: Elane F. De Souza OAB-CE 27.340-B (ao copiar, citar ou transcrever cite a fonte)

Foto/Créditos: Advogadojunior. Wordspress

24 Comentários

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Sempre haverá ocasião de "comentarmos" este assunto.
De comentarmos? Isso é um erro crasso.
As preposições regem infinitivo.
Desta forma devremos escrever "de comentar", "para comentar" e assim por diante.
Não sou nenhum Aurélio nem sou advogado, professor de literatura ou que tal.
Porém no colégio Militar do Rio de Janeiro, tive professores de português muito bons e que primavam por nos ensinar gramática, recomendando, posteriormente, a literatura que julgavam adequada, sem contudo nos inundar com livros e mais livros para ler. continuar lendo

Mais uma excelente aula brota de sua pena... não, .. do seu teclado!
Contudo, permita-me fazer um pequeno reparo, quando a Sra. se refere ao mim: o mim é sempre objeto indireto ainda mais quando precedido de uma preposição como dado no seu exemplo da colher - neste caso, colher é o objeto direto. Naturalmente houve apenas um lapso de digitação mas apenas desejo alertar o leitor mais atento que pode ficar um pouco confuso.
De minha parte, acho que alguns detalhes de nossa língua poderiam ser simplificados e, na maioria das vezes pratico assim. Refiro-me às acentuações e uso ou não uso do trema, para ficar só nisto. continuar lendo

Bom dia Joaquim Trece Tudo bem?
Muito obrigada pela simpatia..... desta vez muito mais OBRIGADA pela correção e generosidade do comentário.
Quem, melhor que o senhor com sua inteligência e comentários, sempre, muito bem concatenados poderia fazê-lo?
Abraço e sucesso.
Não se acanhe em fazer correções sempre que verificar algo. continuar lendo

Gostaria de fazer um adendo a este interessante artigo. É a respeito da palavra "transparente", usada nas expressões "leis transparentes", "orçamento transparente", e vai por aí a fora. Um objeto transparente é para mim muito misterioso: posso tocá-lo, cheirá-lo, escutá-lo mas não posso vê-lo. Sendo assim, quero leis e orçamento bem opacos de modo que eu possa vê-los em todos os seus detalhes! continuar lendo

Muito bem. Sempre a culpa de do estagiário. Também é muito comum dizer "não sabia de nada"..... "não sei de nada"..... "foi um erro roubar 5 milhões"..... "desculpe, não ou mais desviar milhões do dinheiro público"... Engraçado que não colocam a culpa do estagiário. A Dilma disse "não recebeu os devidos documentos" quando assinou a compra daquela refinaria por valores absurdos. Foi o estagiário que não levou os documentos necessários. E ela assinou assim mesmo: "não sei de nada", é culpa do estagiário. O Sergio Moro acabou de "perder" seu comando sob o Lava Jato, pois teve de dizer muito "não sei de nada", certamente. Ou os estagiários não o ajudaram eficientemente. Está feita a PIZZA!! continuar lendo