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18 de Janeiro de 2019

“Abstinência Digital”: o primeiro passo para aprovação em vestibular, concursos públicos e até no Exame da Ordem, é apagar os perfis das redes sociais

A vida é feita de escolhas - às vezes, somente às vezes, poderemos acumulá-las!

Muitos jovens que querem passar nos vestibulares, concursos públicos e até no Exame da Ordem estão “apagando”, mesmo que temporariamente, os seus perfis nas redes sociais.

Confesso que, até eu, que não sou tão jovem assim, já tive que fazer isso algumas vezes. É dificil? Sim, claro que é, no entanto é algo, pelo menos para mim, que logo se acostuma.

Já na segunda semana não se sente mais àquela necessidade extrema de estar sempre logado. Pelo menos comigo é assim! Todavia, cada caso é um caso, vai depender do quanto a pessoa é “viciada”, quantos “amigos” tem e de quão “importantes” são para deixá-los de lado sem um “curtir”, ou comentar.

Abstinncia Digital o primeiro passo para aprovao em vestibular concursos pblicos e at no Exame da Ordem apagar os perfis das redes sociais

Muitos tem o WhatsApp, Twiter e Skype como redes sociais – o que não é o meu caso. Sou bastante moderada com eles. Passo muito tempo sem olhar para o celular. Só quando toca me lembro que existe.

Às vezes passo horas sem acessar a internet via telefone. Quando percebo já tenho várias mensagens do WhatsApp, Viber ou Skype sem que tenha respondido. Quem me envia mensagens por esses meios deve estar pensando que não estou dando a importância merecida - o que não é verdade!

A rede social que acesso é o facebook, justamente por ele ser um modo super prático de se receber informação. É só curtir uma página de que gosto para chegar a informação diária em tempo real – quer coisa mais cômoda? Se me interessa abro, se não, ignoro e pronto!

Acredito que, ultimamente, o meu maior vício digital esteja sendo o JusBrasil. Espero que isso seja bom.

Passo o tempo todo com ele aberto; já o facebook, o meu blog e emails privados ainda consigo fechá-los alguns momentos do dia.

Conheço muita gente que, como eu, já deu um tempo sem acessar as redes sociais; seja porque estava estudando para concursos ou OAB ou porque queriam esquecer alguém do passado; no entanto, dizem que os estudantes de vestibulares são os que mais estão “abandonando”, temporariamente, esses meios digitais de comunicação.

Não que uma escolha fatalmente exclua a outra, mas o certo é sempre agir com sabedoria; saber o que é melhor, mais importante para si em cada momento da vida, essa é a fórmula do sucesso - nisso acredito!

Veja uma reportagem que li há pouco no G1 São Paulo de nome: “Jovens 'apagam' Facebook, Twitter e WhatsApp para passar no vestibular”

Estudantes não estão poupando esforços para conseguir êxito na difícil missão de passar em uma universidade pública. Para intensificar os estudos, jovens estão se desconectando das redes sociais na reta final de preparação para o Exame Nacional de Ensino Médio (Enem) e para os vestibulares das instituições de ensino mais concorridas do país.

Amanda Jéssica Pereira, de 18 anos, é uma das que adotaram a tática. Estudante de escola pública, ela nasceu e cresceu no Maranhão. Em 2013, veio a São Paulo morar na casa da avó para cursar o último ano do ensino médio e prestar medicina na Fuvest. Nas duas primeiras tentativas, não conseguiu. Agora, espera melhor sorte sem a distração das conversas pelo WhatsApp.

“No primeiro vestibular fui muito mal. Primeira Fuvest da vida. Não tinha ideia do que era. Em 2014, fiz cursinho e tava confiante de que passaria... Saí chorando quando conferi meu resultado”, contou.

Em seu terceiro vestibular, Amanda garante estar mais preparada muito por conta da exclusão do aplicativo de seu celular.

“Não que ter ou não rede social vá definir quem passa. São casos e casos. Tem gente que usa normalmente e passa, mas pra mim tava atrapalhando muito. Eu ia dormir tarde porque à noite ficava no WhatsApp. Depois que exclui, achei mais tempo pra ler e estudar o que faltou durante o dia no cursinho”.

Quem não gostou muito da ideia foram os pais da estudante. Separados da filha por mais de 2 mil km, eles tinham no aplicativo uma forma prática e econômica de manter contato e amenizar a saudade.

“Meus pais reclamam que não têm crédito e que fica difícil conversar, mas falo pra eles que infelizmente não dá”. Segundo ela, os amigos do Maranhão também compartilham da reclamação. “Eles falam que eu sou louca e que não gosto deles”, lamentou.

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Adeus, Facebook

O estudante Mauro César Oliveira, de 17 anos, é outro que resolveu se desconectar do mundo virtual para aumentar os estudos. O adolescente divide seu tempo entre as aulas do ensino médio regular e do cursinho pré-vestibular. Com foco no curso de engenharia ambiental da Univerisidade Federal do ABC (UFABC), ele decidiu apagar as contas doTwitter e do Facebook para ganhar horas de preparação para seu primeiro vestibular.

“Resolvi excluir porque sei que não conseguiria conciliar. Eu deixaria de estudar pra ficar no Facebook. Hoje, em vez de chegar em casa e pegar o celular, eu vou ler alguma coisa”, disse.

Perguntado se sente falta de acessar as redes, ele não titubeou: “Falta nenhuma. No começo, sentia um pouco, mas agora fico o tempo inteiro ocupado estudando”.

O jovem conta que, nas poucas vezes em que vê a namorada ou amigos durante a semana, os encontros são marcados pela boa e velha ligação telefônica. Além do maior tempo de estudo, Mauro também comemora outro “benefício” de ter saído das redes: “Meu pai enche o saco no Facebook. Ele vivia mandando coisas. Tinha até bloqueado”, confessou aos risos.

Exemplo de sucesso

A mineira Rúbia Resende, de 18 anos, é um exemplo de que a "abstinência digital" pode render frutos. Em seu primeiro vestibular, ela passou em 7º lugar no curso de letras da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG) e garante: abandonar as redes sociais foi imprescindível para alcançar o resultado.

A jovem excluiu Facebook, Twitter e Instagram. Em seu smartphone, restou apenas o Whatsapp. O vício no aplicativo era tão grande que, para não cair na tentação de verificar as notificações, ela conta que adotou uma tática inusitada. "Em casa, eu sabia que iria ficar olhando, então pedia pra minha mãe esconder a bateria do celular. Quando a rede social está do lado, fica muito fácil cair na distração".

Rúbia tomou a decisão ao fim do primeiro trimestre do 3º ano do ensino médio. De acordo com ela, os três meses foram mais do que suficientes para perceber que não se concentraria nos estudos caso seguisse tão conectada à internet.

"Meus amigos falavam que era besteira, que eu sou boba, que estava perdendo um monte de festa, que tinha de viver... Mas eu fazia as coisas. Só não perdia tempo nas redes sociais. A gente não percebe quanto tempo gasta nisso. Muitas vezes deixamos de viver os acontecimentos para poder ler sobre eles no Facebook", acrescentou.

Depois de ser aprovada no vestibular, a estudante resolveu voltar às redes. Ela, no entanto, afirma que sofreu menos do que esperava com a "abstinência" e que a decisão de retornar ao mundo digital só aconteceu porque queria divulgar seu trabalho de escritora em um site de crônicas.

"O primeiro dia [desconectada] é terrível, mas vai ficando mais fácil com o tempo. Hoje, eu tento evitar ao máximo utilizar. Só pra divulgação, mesmo. As pessoas ficam tão viciadas que deixam de interagir na vida real. Parece papo de velho, mas é verdade", completou.


Fonte: G1 São Paulo por Will Soares em 16/09/2015

Autoria e comentários: Elane F. De Souza OAB-CE 27.340-B

Foto/Créditos: Youtube vida virtual e Ozoador. Com

4 Comentários

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Gostei da ideia de "cortar o braço", irei (tentar) fazer isso :D
(Muitas pessoas ficam tão entretidas com a tecnologia que passa a fazer parte de seu corpo) continuar lendo

rsrsrsrsrsr....Essa foi ótima Renato....,
Muita gente já considera dessa forma como vc falou...., em especial os jovens, ....., Não que eu acredite que seja o teu caso, apesar de ter notado a tua juventude em alguns comentários....SUPER inteligente e estudioso...., se "cortar" as redes sociais então, passa em qualquer prova!
Abraço e sucesso
Tenha um bom dia continuar lendo

Legal a matéria Elane! Parabéns! Também utilizo a tática de acompanhar os feeds de notícias - única razão pela qual ainda utilizo. A chave é identificar até que ponto esta ferramenta, ora proveitosa é benéfica. Uma vez que a diferença entre o antídoto e o veneno é a dose. Ter esse discernimento é fundamental. ;) continuar lendo

Ótimo comentário....Adorei!
Essa colocação da diferença entre o antídoto e o veneno foi excelente - PARABÉNS, é esse o ponto!
Eu mesma só permaneço por lá pelos feeds....., tenho tantos que até com eles acabo perdendo muito tempo (rsrsr), já para as fofocas, curtidas, comentários e postagens desnecessárias não me atrai mais.
Abraço, obrigada pela participação....
tenha uma boa tarde continuar lendo